Obesidade Infantil


Aproveito a oportunidade do tema e da preocupação que temos enquanto educadores dos nossos filhos. Falar sobre educação alimentar me soa chato, radical e, às vezes, é irritante. Só se torna um tema mais relevante quando a gente se sente responsável por outro ser que ainda não tem o conhecimento que a gente tem e, portanto, não sabe as consequências que as suas escolhas trarão.

Uma vez ouvi uma pessoa reclamar que a filha não se alimentava direito. Que  esta deixava de almoçar para esperar o lanche da tarde e que comia muito no lanche, por vezes nem jantando. Aí essa pessoa foi reclamar com o pediatra que não sabia mais o que fazer ou como agir porque a filha ia passar fome se ela tirasse o lanche e tal. O pediatra sabiamente respondeu: “Você conhece algum filho de amiga que morreu de fome? ”  “ Quem é o adulto na relação com sua filha? ” .

Esses dois questionamentos me inquietaram porque realmente o pediatra está certo. Somos nós quem organizamos a rotina alimentar, somos nós quem fazemos as escolhas, somos nós quem oferecemos aos nossos filhos o que eles podem comer. Se a criança pede chocolate, biscoito, pipoca ou sorvete na hora do almoço, ela ainda não tem consciência (daí a oportunidade de se criar um processo educativo) dos danos que esse hábito alimentar terá em seu organismo no presente e no futuro.

Os estragos perpassam desde a questão fisiológica (obesidade, problemas de tireóide, hipertensão, níveis de colesterol elevado, diabetes, problemas ortopédicos, aterosclerose, apnéia do sono) até a questão psicológica e social (discriminação, depressão, isolamento, ansiedade) conforme dados do Hospital Albert Einstein.

O ideal, acredito, é encontrar o equilíbrio porque a vida funciona basicamente como uma equação matemática. Se você se alimenta adequadamente e pratica exercícios físicos, logo você ganha e perde calorias. Se você se alimenta inadequadamente e não pratica nenhum exercício físico você ganha calorias e as mantêm no seu organismo, com o diferencial de estar aumentando seu nível de colesterol ruim, etc…

Depois da maternidade, ouço relatos da dificuldade que as mães tem em se exercitar, porque além da demanda pesada do dia à dia com a criança, ainda falta tempo e o estresse para exercer tantos papéis acaba desestimulando. Isso é real! Nos sentimos sobrecarregadas e isso leva um tempo para a gente se reorganizar e criar uma nova dinâmica de vida que depende imprescindivelmente da vontade como propulsor da mudança. Com relação aos nossos filhos, podemos levá-los a profissionais capacitados para descartar outras hipóteses: nutricionista, psicólogo, endocrinologista, quando tentamos tudo e não identificamos nada. Um outro olhar é necessário para que haja uma análise mais apurada e um acompanhamento adequado para cada caso.

Procure ser o exemplo. Comece com você e sistemicamente todos em torno de você se ajustarão.

Um forte abraço,

Juliana Castro

Se tiver dúvidas, pode enviar que eu respondo nos próximos posts!

Formada em Psicologia, especialista em Psicodrama pela Associação Brasiliense de Psicodrama, realiza diversos atendimentos/orientações individuais (presenciais, virtuais e domiciliares) com crianças, adolescentes e adultos, além de psicoterapia com casais e em grupos.

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